A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 05/11/2020

O seriado “Black Mirror” exibido pela Netflix, aborda  em um de seus episódios uma sociedade que prioriza a reputação de uma pessoa baseada em seus status nas redes sociais, não obstante a isso, na atualidade, o mesmo acontece com os aplicativos de serviços domésticos que avalia seus funcionários com um  sistema de “estrelinhas” o que é temerário ,pois possibilita a exploração do trabalho.

Hodiernamente  no Brasil e no mundo a “uberização “do trabalho termo criado para se referir aos aplicativos de táxi, delivery de comida, e até mesmo de serviços domésticos sem dúvida alguma impulsionam a economia do país ,porém, precarizam de uma forma onerosa as condições de trabalho de pessoas que, muitas vezes ,trabalham nesses  aplicativos por falta de emprego em sua área de atuação.

Além disso a “gameficação” dos aplicativos que, basicamente é, a utilização de artifícios estilísticos e psicológicos que enaltecem tanto o usuário quanto o trabalhador que mais conseguir pontos no aplicativo ,assim como em um videogame com o propósito de aumentar cada vez mais ou engajamento da marca ,desse modo ,estimulando o consumo para manutenção do sistema capitalista.

Destarte a Isso, cabe ao Ministério do Trabalho que reavalie as leis trabalhistas para essa modalidade de emprego. Além disso cabe as próprias empresas que ofereçam serviços básicos a seus funcionários como seguro transporte, plano de saúde, e etc.