A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 06/11/2020

O contexto histórico da Revolução Industrial retrata como esse mecanismo eleva o processo econômico do país e  em contrapartida aumenta a desigualdade social, haja vista que a cada revolução o proletariado deve está especializado em diferentes áreas. Analogamente, a sociedade atual começa a vivenciar a início da “Quarta Revolução” que é baseada na tecnologia, entretanto a maior parte da população não está incluída na era tecnológica. Nesse âmbito, essa problemática é causada tanto pela precarização do trabalho, quanto pela falta de medidas governamentais para inclusão da população.

Nesse contexto, cabe trazer à baila que a substituição do homem pela máquina possibilita o aumento de desemprego no país. Visto que, a “Uberização” visa  acelerar o processo econômico do país esta acaba fazendo com que o trabalho seja realizado em sua grande maioria por máquinas e sistemas tecnológicos, dispensando a necessidade de um indivíduo realizar determinadas funções. Em meio a isso, o filósofo Karl Marx evidenciava em suas falas que a preocupação principal do governo é a de gerir os negócios da burguesia, uma vez que essa gera lucro, então o apoio do Estado é voltado ao processo industrial e tecnológico, impondo a precarização do trabalho para população pobre que infelizmente encontra-se despreparada para “Quarta Revolução Industrial”. Logo, meios são necessários para que a população carente esteja preparada para entrar na era tecnológica.

Ademais, é mister ressaltar que a ineficácia governamental na ascensão da população de classe baixa em cursos profissionalizantes é um dos fatores principais para perpetuação da desigualdade social. Isso ocorre, pelo fato de que o sistema gestor do país não visa medidas que inclua o indivíduo despreparado no mercado de trabalho. Sob essa perspectiva, o site “G1” noticiou que o nível de desemprego, no Brasil, cresceu cerca de 39,4% e em sua grande maioria os funcionários foram substituídos pela mecanização, tal situação é inadmissível para o contexto brasileiro que vivencia um perfil de nacionalismo, porém se contradiz quando não valoriza a sua própria sociedade, um problema vultoso ligado ao desemprego são as vagas que cobram dos funcionários um nível de especialização que estes não podem suprir já que o governo não fornece meio para o desenvolvimento profissional.

Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas para solucionar o problema do despreparo profissional. Isso posto, urge que Ministério da Economia - órgão responsável pelas diretrizes trabalhistas no país - elabore um projeto chamado “Especializar para mudar” e por meio deste seja oferecido cursos de especialização na área tecnológica industrial gratuito para população de baixa renda , a fim de que a “Uberização” não eleve a desigualdade no país e cresça o processo de inclusão. Desse modo, a Revolução Industrial promoverá  o crescimento econômico e social do país.