A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 06/11/2020

O mito da caverna,de Platão,descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair da sua zona de conforto.No entanto,fora da alusão,a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à uberização do trabalho na era tecnológica e a sua possível precarização e liberdade ao mesmo tempo.Dessa maneira,é importante frisar dois pontos importantes nessa temática:o lado positivo e negativo nesse assunto e as suas causas-consequências no meio socioeconômico.

A princípio,vale ressaltar que existe uma dialética que pode ser abordado nesse paradigma.Nesse sentido,aplica-se a ideia de poder aumentar a renda familiar mensal,o que auxilia na diminuição da desigualdade social,e maiores oportunidades de emprego de maneira mais rápida.Em contrapartida, existe a possibilidade de ter menos direitos trabalhistas,o qual na Constituição Federal promulgada em 1988,garante horários diários de serviços de no máximo oito horas,porém,por exemplo,os entregadores de serviços alimentícios trabalham desde cedo até altas horas da noite,além de um salário,em alguns casos,não fixo e ganhando por entrega.Logo,pode-se concluir que é necessário que ocorra a união entre os empregados e empregadores,a partir da teoria da ação comunicativa de Jurgen Habermas, filósofo alemão,em que afirma que os dois lados devem conversar para entrem em um consenso.

Outrossim,vale salientar sobre a globalização e sua relação com o paradigma.Acerca disso,segundo Herbert Marshall,filósofo canadense,desenvolveu a teoria da aldeia global,em que cada vez mais os meios de comunicação estão sendo desenvolvidos,principalmente com o uso da internet,o que auxilia para a maior modernização e junção de povos e culturas.Sob essa ótica,entende-se que quanto mais o país se desenvolve,mais os serviços básicos precisam ser entregues de maneira mais rápida,os de comida é um exemplo disso,o que no fim tudo se afunila em produtividade que é a palavra-chave da nova era.Dessa forma,estrutura-se a ideia que tudo tem que ser imediatista e pontual.

Infere-se,portanto,que ações devem ser tomadas para modificar esse cenário.Para que isso ocorra,o Ministério do Trabalho,em coparticipação com o da Educação,deve promover medidas de curto a longo prazo,como a colocação da ideia de Jurgen Habermas,sendo os ministérios o intermediário dessa negociação,e promover não apenas em locais específicos,mas em grande parte do território nacional sobre essa conversação e debates,além de auxílio para as famílias mais necessitadas financeiramente. Isso será colocado em prática por meio de parcerias público-privadas,o qual auxiliaria em mais capital  e na organização também,e a mídia poderia divulgar programas,em horário nobre,com a participação dos próprios representantes ministeriais e sociólogos,que mostrem que os trabalhadores têm os seus direitos e deveres,Com intuito de uma sociedade mais crítica sobre o seu papel como cidadão.