A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 06/11/2020
Honoré de Balzac, importante escritor francês, defendia que a igualdade entre todos os indivíduos seria algo intangível. Paralelo a isto, hodiernamente, tal intangibilidade é configurada por meio da uberização do trabalho na era tecnológica. Nesse contexto, percebe-se a precariedade de direitos e a falta de assistência básica para os trabalhadores, as quais dificultam a concretização dos planos de Balzac.
Precipualmente, é fulcral que as questões constitucionais e suas aplicações estejam entre as causas do problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar da população, entretanto, isso está em deficit no pais. De maneira análoga, a escassez dos direitos aos ubers, principalmente os motoboys, são ínfimas, colocando-os em risco de vida, com seus direitos limitados, ficando ao acaso, tudo isso porque a burocracia para contrata-los é complexa e demorada.
Outrossim, destaca-se falta de assistência básica como um grande empecilho. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o empregado não possui um ambiente adequado para seus descansos e muitas vezes podendo se alimentar apenas no final do expediente, não tendo um lugar nem para carregar seus celulares que é extremamente necessário para realizarem seus serviços
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo federal em conjunto com os estabelecimentos, por meio de legislações, disponibilizem além de direitos garantidos por lei um lugar para que possam repousar e carregarem seus celulares. Nesse sentido, o fito de tal ação é um trabalhador mais assegurado, tranquilo e um comercio que não se importa apenas com os lucros mas sim com a vida. Assim, atenua-se-á, em médio e longo prazo, a uberização do trabalho na era tecnológica, e a coletividade alcançará a igualdade defendida por Balzac.