A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 09/11/2020
No contexto social vigente, a tecnologia vem proporcionando grandes avanços no caminho da modernização, principalmente com a melhoria nas relações de trabalho como aplicativos de serviços. Dentre esses aplicativos, o Uber é o que mais se destaca sendo um app de contratação de serviços, o Uber se popularizou muito no Brasil onde milhões de pessoas o usam como trabalho informal, gerando assim a ideia de “Uberização”. A Uberização mesmo trazendo resultados positivos, ela também cria resultados negativos, como a precarização do trabalho e a falta de remudara por horas extras.
Em primeiro plano, a precarização do trabalho é o principal problema que envolve a “Uberização”, principalmente na época da quarentena onde as pessoas necessitavam ficar em casa e os entregadores de app’s foram obrigados a trabalhar, mesmo em uma situação atípica e precária. Segundo um estudo que foi publicado na revista Trabalho e Desenvolvimento Humano, a taxa de entregadores de aplicativos que trabalham entre nove e 14 horas por dia subiu de 54% para 56,7% durante a pandemia, em todos os dias da semana, mostrando assim o quão é precária, chegando a ser quase desumano.
Deve-se abordar, ainda, que a falta de remuneração por extras é outro problema ligado a “Uberização”, a maioria dos trabalhares de aplicativos trabalham em uma faixa de 9 a 14 horas e todos os dias da semana para receberem um valor bem baixo. Segundo um estudo feito pela Associação Aliança Bike, cerca de 30 mil ciclistas entregadores de App em São Paulo trabalham em média, 12 horas por dia durante todos os dias da semana, para ganhar menos de mil reais por mês, além de trabalhar muito e ganhando pouco, ainda precisam aturar atos preconceituosos e sem a possibilidade de denunciar e ganhar uma remuneração.
Evidencia-se, portanto, que para resolver a primeira problemática cabe ao Poder Legislativo criar uma legislação específica que garanta aos motoristas de aplicativo mais segurança e uma estabilidade financeira a fim de diminuir a precarização no trabalho. Ademais, para a segunda problemática, cabe ao Ministério do Trabalho garantir uma melhoria na distribuição de renda aos trabalhadores de aplicativo, dando aos mesmos um auxílio que possa ajudá-los e também diminuindo a carga horária de trabalho.