A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 09/11/2020

A uberização do trabalho, um novo modelo de negócios que veio para o mercado para ajudar as pessoas a se conectarem, essa conexão se dá, basicamente, na transformação de um serviço em um aplicativo alavancado pela alta taxa de desemprego no Brasil, trouxe consigo pontos positivos como a liberdade para escolher horários e tarefas. Entretanto, esse modelo apresenta mais contras do que prós, deixando explícita a precarização do trabalho, trazendo como principais fatores a perda de garantias trabalhistas da CLT e a falta de estabilidade.

Primeiramente, o trabalhado uberizado é flexível e informal, e, por esse motivo, o trabalhador não possui suas garantias trabalhistas básicas, podendo trabalhar horas a fio e estar desprovido de seu ganho por horas extras, por exemplo. Segundo o IBGE, “a força total de trabalho, estimada em 105 milhões de brasileiros, 41% desse total estão inseridas no mercado de trabalho sem proteção social porque não fazem contribuição para a Previdência”.

Ademais, por não possuir garantias trabalhistas como décimo terceiro ou férias remuneradas, os trabalhadores uberizados não podem parar seus serviços, sem a garantia de um salário mensal para seu sustento, esses têm uma jornada de trabalho maior e, em alguns casos, perigosas dando brecha a exploração do trabalho.

Portanto, a fim de auxiliar a população de trabalho informal, o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, como ramo do trabalho deve integrar os serviços de aplicativo como parte de contribuição para a previdencia de aposentadoria por tempo de trabalho, para que as pessoas que estão trabalhando nesse ramo tenham suas garantias trabalhistas supridas.