A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 09/11/2020
A uberização é um termo utilizado em variados contextos, não restrito ao mundo do trabalho,consolidou em empresas que agora intermedeiam a demanda de trabalhadores cada vez mais informais. No Brasil, esse processo consiste no trabalho autônomo o qual está desprovido de direitos trabalhistas, além disso vê-se a desigualdade de gênero dentro dessa modalidade de trabalho. Enfim, mesmo com esse tipo de serviço seja visto como uma alternância ao desemprego, percebe-se uma objeção de precarização do trabalho que esses indivíduos estão sujeitos.
Atualmente no Brasil o IBGE aponta que aproximadamente cerca de 13,7 milhões de brasileiros trabalham de aplicativos e entregadores , isso representa quase 7% da população brasileira que não possui seus direitos trabalhistas assegurados de forma apropriada como 13° salário a carteira de trabalho assinada, FGTS, seguro desemprego entre outros, fazendo com que o trabalhador não se sinta confiante em manter seu emprego.Dessa forma,a reforma trabalhista foi flexibilizada dos regimes trabalhista com intuito de aumentar o número de vagas e empregos para conseguir crescer e estabilizar a economia. Além disso,é notório a percepção da desigualdade de gênero que as mulheres vem sofrendo nesse tipo de trabalho.
Ademais, além do assédio enfrentadas por colegas de trabalho e também pelo próprios cliente,observa-se a diferenças salariais e a desvalorização do seu serviço. Com base nisso, um estudo divulgado pelas universidades de St John em Newfoundland, no Canadá ,expôs que motoristas mulheres recebem um total de 9% de ganhos por hora a menos do que os homens.Por isso, mesmo passando por diversos constragimentos e tendo que trabalhar o dobro,elas são as que mais sofrem esse processo.
Entretanto, infere-se recai as empresas de aplicativos, como a empresa uber, a reversão dessa situação,garantindo aos profissionais os seus direitos trabalhistas por meio de intervenção nos pilares das empresas, para que apresente uma igualdade e reciprocidade de conquistas. É mister,também, que o Governo, em parceria com o Sebrae, promova campanhas de capacitação e conscientização, por meio da divulgação na internet, com finalidade de desenvolver e estimular cada vez mais, o empreenderíamos da classe trabalhadora refém do processo de “uberização”, garantindo assim, os direitos dessa parcela da população, mantendo, desse modo, o rompimento do problema e solucionando a insatisfação do seus aliados.