A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 09/11/2020
A Revolução Técnico científica, iniciada na segunda metade do século XX, inaugurou diversos avanços nos setores digitais, que impulsionou uma drástica mudança na forma de comercializar produtos e serviços. Embora, apesar dos inúmeros benefícios, no cenário atual, a “uberização” do trabalho tem gerado problemas, em virtude da falta de debates nas escolas e da inércia governamental.
Primeiramente, segundo Rubem Alves, importante escritor, as escolas podem ser comparadas a “asas” ou “gaiolas”, haja vista que podem proporcionar voos ou alienação para toda uma sociedade. Nesse sentido, constata-se a falta de uma orientação pedagógica acerca das novas formas de vínculos empregatícios na sociedade moderna, bem como poucas palestras e debates, são fatores que contribuem para a alienação dos alunos e, posteriormente, da sociedade. Dessa forma, enquanto as redes de ensino brasileiras representarem “gaiolas”, o Brasil será obrigado a conviver com esse fatídico quadro.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a inércia governamental que ainda é agente ativo para a preservação da precarização das novas formas de trabalho. Um exemplo disso é a carência de leis responsáveis pela proteção do trabalhador que é adepto a essa modalidade moderna de trabalho. No entanto, uma mudança na postura governamental é imprescindível para transpor as barreiras à construção de um âmbito de emprego mais saudável.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Economia propor a criação de simpósios e palestras nas escolas sobre as contemporâneas relações de trabalho, a fim de que as instituições de ensino proporcionem “voos” aos seus alunos e a criação de leis responsáveis pela proteção desses trabalhadores. Ambas as ações serão entregues por meio de um projeto de lei à Câmara dos deputados. Espera-se que, com essas medidas a " uberização" cause apenas impactos positivos.