A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 09/11/2020

O termo “uberização”, se trata de um modelo de negócio que visa ajudar as pessoas a se conectarem, conexão essa que consiste, basicamente, na transformação de um serviço em um aplicativo. Tem-se como exemplo, a “Uber”, empresa que conecta motoristas, pessoas desempregadas ou que possuem uma fonte de renda fixa e buscam trabalho extra, à população que necessita de transporte. Com a maior integração da tecnologia na sociedade, a “uberização” tem se tornado cada vez mais presente nos dias atuais, agindo na maioria das vezes, beneficamente aos trabalhadores e às empresas, e trazendo mais liberdade para os mesmos.

Dessa forma, é possível perceber que a “uberização” gera consequências positivas para a sociedade, pois o mercado regula melhor as relações trabalhistas do que o próprio Estado. Isso se evidencia quando é analisado o contexto atual, em que a Uber e outras empresas semelhantes, estão criando uma nova modalidade de transporte que é mais barata que a dos concorrentes, no caso, os táxis, beneficiando assim a população, que paga menos por um serviço de qualidade.

Ademais, pesquisas indicam que o número de brasileiros que trabalham no Uber, foi de 50 mil para 500 mil em um ano, desde outubro de 2016. Dessa forma, percebe-se que o aplicativo, assim como outros que se assemelham ao mesmo, contribuiu e ainda contribui para a queda da taxa de desemprego em todo o Brasil, o que gera um aumento dos índices econômicos e consequentemente sociais no País. Tal situação ganha proporções ainda maiores no contexto da pandemia atual, visto que, profissões como a de motoristas e entregadores de comida estão em alta nos últimos tempos.

Portanto, a “uberização” do trabalho na era tecnológica, gera liberdade e resultados positivos na sociedade, por isso é preciso pensar em maneiras de preservar esse modelo de negócios para que ele continue existindo. Uma alternativa é a criação de matérias escolares em instituições de ensino básico e superior, que se tratem de adentrar no meio tecnológico e criar aplicativos e, posteriormente, empresas que se especifiquem em determinadas áreas de trabalho, dessa forma, novas mentes criativas surgirão e revolucionarão o contexto econômico brasileiro no futuro. Tal criação pode ser executada pelo Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação.