A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 10/11/2020

Desde o início da civilização, o ser humano deve ser organizado para ter a capacidade de obter os bens e serviços de que necessita. Inicialmente, eles trocaram seus trabalhos entre si. Aí a moeda de câmbio foi implantada na sociedade e o sistema tem sido usado até agora. Hoje, uma das formas de trabalho mais contundentes é a “avançada”, que aproveita as vantagens da tecnologia para coordenar a conexão entre clientes que buscam um determinado produto e o vendedor que o fornece. Porém, essa tecnologia apresenta alguns problemas, como “liberdade” e falta de garantias.

Muitas empresas do setor, como a Uber, origem e aplicação popular do termo, propõem a idéia da falsa liberdade, de que o motorista é seu próprio patrão e pode trabalhar a qualquer hora e em qualquer lugar. Porém, os profissionais precisam atingir a meta de viajar em um determinado período de tempo, seguir os padrões de qualidade do aplicativo para manter comportamento e vestiários, e não podem cancelar muitos jogos, e isso será punido pela avaliação do usuário, o que garantirá a excelência ou até mesmo o desligamento da empresa.

Quando se trata de trabalho pesado na era tecnológica, a perda de segurança do trabalho da CLT é um dos pontos mais importantes. O profissional que exerce o meio da uberização não precisa de autorização de trabalho, pois é autônomo, portanto não tem direito a 13 salários, férias, seguro-desemprego, assistência médica, pagamento de horas extras, são alguns dos aspectos que se perdem sem a CLT Garantia trabalhista.

Tendo em vista os problemas apresentados, torna-se necessário que o Governo Federal em conjunto com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aprimore as leis para incluir que seja necessário carteira de trabalho para trabalhar nesses aplicativos, e o governo também deve lançar campanhas para alertar a população sobre os riscos de se trabalhar dessa forma. O governo federal e o Ministério do Trabalho (MTE) alteraram suas leis para incluir profissionais que trabalham com a “uberização” na segurança do trabalho, melhorando a qualidade de vida dos trabalhadores.