A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 15/11/2020
Durante a Revolução Industrial, os trabalhadores tinham que trabalhar excessivas horas apenas para receber uma fração do que valia o seu trabalho. Todavia, posteriormente, o proletariado passou a ser protegido por leis, como a Consolidação das Leis Trabalhistas(CLT) no Brasil. Contudo, na era tecnológica, o trabalho por demanda se tornou a nova tendência, também conhecida como a uberização do trabalho. Essa nova situação laboral trouxe um retrocesso para o trabalhador, visto que não existe lei que garanta seus direitos.
Nesse cenário, é importante destacar que a uberização do trabalho trouxe a precarização da vida laboral do trabalhador, já que não há qualquer tipo de regulamentação ou garantia que proteja o proletariado. Nesse sentido, a CLT foi um grande marco de conquista para os trabalhadores, garantindo salário mínimo e limitando a jornada de trabalho. Entretanto, o trabalho por demanda levou o labutador a um retrocesso em que ele não tem nenhuma proteção.
Além disso, o fato de não existir uma lei que regulamente o trabalho por demanda possibilita que o trabalhador não tenha um limite de horas trabalhadas. Isso permite que o labutador trabalhe durante excessivas horas, prejudicando a própria saúde. Esse excesso de trabalho pode acabar provocando doenças como a síndrome de burnout, que está relacionada ao esgotamento e à exaustão causada pela vida profissional.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Assim, o governo deve regulamentar o trabalho por demanda, por meio de lei aprovada pelo Congresso Nacional, que garanta os direitos dos trabalhadores. Para que, dessa forma, a uberização do trabalho não seja sinônimo de precarização, mas que possa ser uma nova solução que amenize o desemprego.