A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 12/11/2020
O filme “Uberização do trabalho”, retrata a vida de alguns personagens que prestam serviços na Uber, mostrando como é a vida dos trabalhadores independentes, retratando a precarização desse trabalho. Fora das telas, o filme mostra muito bem a realidade da uberização do trabalho, e como é precário os direitos desses funcionários. Isso se explica, não só pela falta de relação entre prestador de serviço e empresa, mas também pelo algoritmo desses aplicativos.
Primeiramente, os delivres foram vistos como libertadores, pois o trabalhador que decidia quanto e quando iria trabalhar. Mas a realidade é que com essa falta de ligação entre trabalhador e empresa gera uma precarização no trabalho. Isso se explica, pois sem esse contato direto, as empresas não se responsabilizam com os diretos dos trabalhadores. Logo, esses funcionários independentes não possuem instabilidade financeira, normalmente ganham menos que um salário-mínimo, vivem longas jornadas de trabalho e não possuem seus direitos. Sendo assim, a falta de relação entre trabalhador e empresa vinda da uberização do trabalho, gera uma precarização nos direitos trabalhistas.
Outrossim, o algoritmo sendo uma inteligência artificial, é utilizado nesses aplicativos de delivre para fazer com que os trabalhadores trabalhem mais e com maior rapidez. Isso acontece, pois nos aplicativos possuem metas a serem atingidas, que dão prêmios e privilégios, para o trabalhador fizer mais entregas em um menor espaço de tempo. Isso gera vários acidentes de trânsito causado com alta velocidade desses trabalhadores. Logo a uberização do trabalho coloca a vida do trabalhador em risco.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que os trabalhos uberizados sejam menos precários. Sendo assim, o governo, como instância máxima de organização, deve criar leis que garantissem os direitos desses trabalhadores independes, como leis de menores jornadas de trabalho, leis que garantissem alguma segurança no trânsito e o direito ao salário-mínimo. Por meio de um decreto, que discutiriam essas leis e colocariam elas em prática. Para assim, diminuir a precarização no trabalho uberizado.