A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 14/11/2020

Com o advento da era tecnológica, tornou-se possível o desenvolvimento de novas tecnologias, como as informacionais, as quais geraram modificações nos empregos disponíveis na sociedade. Entretanto, essas mudanças providenciaram a uberização de alguns serviços, o que é um problema, visto que ocasiona a precariedade do trabalho em algumas áreas, dado que muitos trabalhadores atuantes nessas não possuem direitos trabalhistas, além da exploração gerada por algumas empresas à eles, posto que essas ficam com partes dos lucros. Logo, faz-se necessário o debate acerca da uberização e precarização do trabalho no Brasil.

Em primeiro lugar, com a uberizacão de alguns serviços no Brasil, foi atenuado o número de indivíduos que trabalham de maneira informal, que são profissionais autônomos, como os motoristas do aplicativo Uber. Todavia, segundo o sindicato, Ordem dos Trabalhadores Brasileiros, os direitos trabalhistas são medidas necessárias para garantir a dignidade de um determinado trabalhador. Por conseguinte, esses novos empregos possuem precariedades, em razão de não cumprirem com os direitos dos trabalhadores, logo esses serviços não possuem dignidade, o que prejudica os indivíduos que atuam nessas áreas.

Por outra óptica, muitos dos trabalhadores uberizados são explorados, pois os aplicativos pelos quais utilizam para trabalhar, são de empresas que cobram porcentagem dos lucros que eles obtém. Nesse sentido, muitas dessas se beneficiam nessa exploração, como a Uber, pois segundo o site, Canaltech, ela fica com parte dos ganhos, e obriga os utilizadores do aplicativo para serviço, a manter uma frequência de trabalho mensal. Logo, os indivíduos além de ter parte dos lucros destinados a empresa, devem manter uma carga horária mensal, o que somados à ausência de direitos trabalhistas, demonstram a precariedade desses sistema.

Portanto, a fim de solucionar a precariedade dos serviços uberizados no Brasil, é necessário que o Ministério do trabalho obrigue as empresas donas desses serviços a implementar direitos aos trabalhadores, como o direito à férias remuneradas, e carteira assinada, já que desse modo esses serviços se tornarão mais dignos aos cidadãos. Além do mais, deve o Ministério da economia oferecer benefícios a multinacionais, para que essas se instalem no Brasil, o que aumentará o número de empregos dignos disponíveis, e assim diminuirá o contigente de trabalhadores uberizados. Logo, se tais ações forem realizadas, à precariedade desses empregos será resolvida.