A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 19/11/2020

Atualmente, vive-se a Quarta Revolução Industrial a qual trouxe novas formas de emprego que melhoraram o financeiro de muitas pessoas. No entanto, ao mesmo tempo que surgiu uma inovação no mercado de trabalho, houve uma precarização do mesmo, tornando-o um risco para muitos cidadãos.

Nesse contexto, menciona-se, primeiramente, o desemprego estrutural, fenômeno responsável por transferir muitos cidadãos para o mercado informal. Dessa maneira, os novos empregos se aproveitam daqueles que já vivem no mercado informal e dos que acabam de sofrer com o desemprego, fornecendo-os uma atividade com flexibilização de horário, sem chefe e ótimo retorno financeiro. Nesse âmbito, citam-se as empresas de motoristas de aplicativo, visto que são bons exemplos de inovação no mercado de trabalho ofertada pela Quarta Revolução Industrial.

Outrossim, apesar das melhorias existe uma precarização do trabalho nesse cenário. Isso acontece porque as empresas de motoristas de aplicativo não estão atreladas à legislação do trabalhista. Assim, o descaso com os trabalhadores aumenta linearmente e mostra o lado desumano dessas empresas. Essa informação se confirma com a morte do entregador Thiago de Jesus Dias, que faleceu aos 33 anos, após acidente vascular cerebral durante uma entrega, sem qualquer ajuda da empresa e, nem mesmo, do serviço público.

É necessária, portanto, a ação do Governo, entregadores e  motoristas de aplicativo. Primeiramente, o Governo deve diminuir impostos sobre as empresas mencionadas que atrelarem-se à legislação trabalhista. Por segundo, os trabalhadores desses aplicativos devem ir as ruas e redes sociais, exigindo das empresas mais formalidade e afiliação as leis trabalhistas do país. Evitando, com isso, casos como o do Thiago de Jesus.