A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 13/11/2020
A partir da revolução industrial, as mudanças que ocorreram, redefiniram, de forma expressiva, a sociedade e a economia no século xviii. Como consequência, trouxe um forte avanço tecnológico para o hodierno, que ocupou espaço na economia e gerou uma precarização do trabalho através da “uberização”. Dois fatores que contribuem para essa desvalorização são o capitalismo e o alto acesso às comunidades virtuais.
Sob esse viés, é lícito postular a busca excessiva pelo lucro como impulsionador desse revés. Desde que Adam Smith cunhou as bases do liberalismo econômico em seu livro “riquezas de uma nação”, o lucro configura-se como um dos principais objetivos do capitalismo. Isso, junto ao o avanço tecnológico, gera um ambiente desfavorável de trabalho, já que as empresas contratam seus funcionários sem serem protegidos por leis trabalhistas, visto que as mesmas não se encaixam em condições autônomas de trabalho.
Ademais, outro fator a salientar é o alto acesso às tecnologias. De acordo com o filósofo brasileiro, Mário Sérgio Cortella, os jovens de hoje são nativos digitais, mergulhados na instantaneidade e velocidade proporcionada por esses aparelhos. Com isso, como forma de lucrar mais, empresas utilizam as tecnologias para desenvolver serviços mais páticos de venda, que encurtam a distância entre a oferta e a demanda, visto que a população economicamente ativa está inserida no meio virtual.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar a problemática. Logo, o ministério do trabalho deve atualizar as leis trabalhistas, por meio de um projeto de lei, para que as mesmas possam ser validadas para trabalhadores autônomos a fim de que sejam mais valorizados e possuam melhores condições de trabalho.