A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 02/12/2020

O Direito do Trabalho, ao longo dos anos, regulamentou todas as formas de emprego, desde o clássico Fordismo. É evidente que devido à era tecnológica o número de desempregados aumentou é isto, tem feito com que as pessoas procurem trabalhos nas plataformas digitais, como a uber. No entanto, o problema é que essa modalidade, é precária, visto que não oferece nenhuma proteção constitucional aos trabalhadores.

A princípio, vale destacar o livro do autor, sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, Modernidade Liquida, aonde relata a liquidez da modernidade e o mundo estar em constante transformação. Isto é, profissões existentes na época do Fordismo, como por exemplo, atendente de caixa, entregador e montador, foram substituídas por maquinas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), cerca de 7 milhões de servidores perderam espaço no mercado de trabalho para a inteligência artificial. Logo, fica evidente que muitas pessoas procuram atividades remuneratórias em serviços informais.

Ademais, a uber revolucionaram as relações estreitas e empregados, uma vez que, não existe mais essa reciprocidade. Conforme Karl Max, o trabalho deveria ser humanizado, não alienado, digno e que garanta direitos e deveres aos trabalhadores. Contudo, a plataforma digital funciona como uma economia compartilhada, ela escolhe o motorista, indica o cliente, fixa a viagem e o valor, parte do valor fica para o motorista e outra para a plataforma, porém essa concordância não possui vínculo empregatício e oferece autonomia ao condutor. Por conseguinte, tal modalidade desrespeita a consolidação das leis trabalhista, já que não oferece assistências para uma pessoa em causa da doença ou quando o veículo quebra, pelo contrário, ela, ainda, exige nota padrão de 4,6 para manter ativo o perfil do prestador de serviço.

Portanto, percebe-se que é necessário, uma exigência da sociedade por oportunidades de emprego. O Estado deveria fazer parcerias com instituições profissionalizantes, para que, assim jovens e adultos melhorem suas qualificações e aprendam a conduzir as máquinas, desta forma diminuir o número de desempregados no Brasil, que estão sobrevivendo de maneira informal. Além disso, a uber dever reformular a forma de aceitação de seus funcionários, pelo menos auxilia-los com uma verba de 10%, do valor arrecadada pelo motorista, para o pagamento de algumas despesas com o carro ou para um fundo de aposentadoria, destes forma esses trabalhadores gozaram de uma proteção constitucional.