A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 20/11/2020
Com a ocorrência da atual Quarta Revolução Industrial, ocorreu o aumento da terceirização do trabalho por conta do aumento das tecnologias e da necessidade de barateamento de certo custos para as empresas. Desta forma, a chamada “uberização” do trabalho se tornou um grande marco da sociedade atual, pois houve o aumento dos aplicativos, como: “ifood”, “uber”, “rappi” e outros, que direcionam as pessoas para empregos temporários, tornando os empregos mais flexíveis, mas também instáveis. Sendo assim, fica claro que a “uberização” do trabalho traz grande precarização para a situação dos trabalhadores, dado o perigo que são expostos e também, a falta de segurança financeira e de direitos.
Primeiramente, os trabalhadores passam por momentos de riscos que advém do fato deles estarem normalmente na última fase das produções, trabalhando diretamente com pessoas. Com isso, essas pessoas recebem culpabilidade por motivos que eles não são culpados, além de estarem expostos para receber muita violência e críticas. Um exemplo disso foi o caso que ocorreu na cidade de Valinhos, em 2020, em que um entregador de comida do aplicativo “ifood” foi humilhado e xingado por um homem que tinha feito um pedido para a empresa, um vizinho gravou a situação e o vídeo se tornou viral nas redes sociais, o que mostra o quão problemático essas situações são.
Em segundo lugar, algo que prejudica quem enfrenta essa realidade é a falta de direitos, o que traz grande instabilidade. Essas pessoas terceirizadas normalmente não possuem carteira de trabalho e ficam por conta própria quando precisam deixar o emprego, existe também uma grande desvalorização dos salários por sempre dependerem da quantidade de entregas e viverem em uma constante competição. Demonstrando isso, neste ano ocorreu um dia de manifestação dessas pessoas, em que promoveram um dia sem pedidos para que conseguissem atingir as grandes empresas e reivindicar maiores salários e direitos, visto o esforço que fazem mas que não são valorizados.
Portanto, compreende-se que essa era tecnológica e sua “uberização” faz muito mal para os trabalhadores que precisam se colocar nessas situações. Então, o Ministério do Trabalho deve fazer um projeto de modo que essas empresas terceirizadas façam os salários dessas pessoas aumentarem e funcionarem com mais estabilidade, por meio de ações judiciais que provem que esse processo de mudança dos salários é extremamente necessário para a sociedade, para que os trabalhadores futuramente deixem de sofrer com tanta falta de segurança e instabilidade financeira. Desta maneira, essa terceirização poderá deixar de ser tão problemática para os empregados.