A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 16/11/2020
Na obra “Utopia”, do filósofo inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita,onde o corpo social é livre de conflitos e problemas. Hodiernamente, no contexto brasileiro, o processo de “Uberização” do trabalho vem tornando precária a condição do trabalhador, afastando a sociedade da descrita pelo More. Dessa maneira, é necessário tomar medidas que mitiguem tal problemática, ocasionada não só pelas altas jornadas de trabalho, como também pelos baixos salários que essa nova “era” provocou.
Primeiramente, nota-se que a falta de regulamentação dos aplicativos empregadores provoca desbalanceadas jornadas de trabalho. Nesse sentido, cabe-se citar a primeira revolução industrial, que também provocou jornadas insalubres para os trabalhadores, devido à falta de regulamentação. Desse modo, nota-se que quando o Estado não regulamenta tais formas de emprego, os trabalhadores sofrem injustiças. Portanto, urge mudanças nessa estrutura.
Ademais, os baixos salários demonstram que medidas corretivas devem ser instituídas. Nessa perspectiva, o filósofo Karl Marx explica que toda forma de emprego capitalista visa o lucro do empregador, a qualquer custo. Diante disso, é indubitável que não seria diferente com os aplicativos empregadores, onde há de maneira proposital baixos pagamentos. Dessa forma, reforça-se a necessidade do estado intervir nessa desfavorável relação, em prol da justiça do trabalhador.
Destarte, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Para isso, o Governo brasileiro deve acionar o Poder Legislativo, o qual deve regulamentar as jornadas de trabalho dos aplicativos empregadores, por meio da criação de leis, como a que impossibilita jornadas acima de 8 horas diárias, a fim de criar um ambiente salubre ao trabalhador. Com isso aplicado, a sociedade estará mais próxima da útopica de More.