A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 16/11/2020

A poesia Operário em Construção, de Vinícius de Moraes, tece uma crítica aos patrões que exploram seus funcionários e lucram com isso. Nesse sentido, ainda é possível enxergar o cenário precário do trabalho “uberizado” que tem seus problemas enraizados na negligência governamental e na terceirização dos empregos por essa modalidade.

Em primeira análise, com a ausência de ações que diminuam a precarização do trabalho “uberizado”, o governo perpetua a problemática. Com a Constituição de 1988, passou a ser dever do Estado garantir a qualidade nos empregos. Contudo, infelizmente, tal obrigação fica apenas no papel, tendo em vista que não existe meios legais que garantam aposentadoria, por exemplo, aqueles que trabalham com entregas, por consequência, os funcionários são desprovidos de direitos trabalhistas.       Outro aspecto relevante é a desvalorização dos trabalhadores terceirizados. A tecnologia tem ganhado cada vez mais espaço, em um click o consumidor compra o que deseja, mas ainda é necessário serviços de entrega, com isso, os servidores são desvalorizados. Sem seguro de vida e contratação, consequentemente prestam serviços de forma deploráveis.

Portanto, medidas são necessárias para erradicar a negligência governamental e a terceirização dos empregos. Diante disso, cabe ao Poder Legislativo - orgão responsável por elaborar lei- garantir direitos trabalhistas, por meio de uma lei, com a finalidade de humanizar o emprego terceirizado. Ademais, as empresas devem fazer a contratação dos trabalhadores, por intermédio de verbas de lucro, a fim de acabar com o trabalho precarizado. Assim, a fragilização do trabalho “uberizado” será solucionada.