A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 16/11/2020
Na primeira onda da Revolução Industrial, as empresas dispuseram máquinas para trabalhos que antes eram feitos manualmente, e isso fez com que o trabalhador ficasse completamente dependente da empresa em que cumpria sua mão de obra. Hodiernamente, a situação assimila-se com o período histórico citado, na qual empresários veem oportunidade de lucrar ainda mais usando o disfarce de autonomia dentro da “uberização”. Com isso, a óbice traz ignomínia e exploração aos que exercem a função.
É relevante salientar, a priori, a Constituição Federal Brasileira de 1988, a qual assegura condições humanitárias dentro da função de cada trabalhador. Contudo, verifica-se, na prática, que essa base não é alcançada por todos, haja vista que as novas tecnologias trouxeram trabalhos abusivos e desumanos. No que tange, para esses funcionários não há férias e salário remunerado, trazendo uma precarização. Nesse aspecto, é notório as mazelas presentes na situação.
Convém ressaltar, ademais, a obra literária “Segundo tratado sobre o governo”, do filósofo iluminista John Locke, que por sua vez ressalva a liberdade como uma condição natural do homem e ninguém tem poder para restringi-la. Nesse sentido, à medida que as empresas ludibriam indivíduos com a falsa autonomia dentro da profissão, contribui diretamente para exploração e ignomínia humana. Diante disso, é perceptível que medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática.
Em síntese, analisa-se as óbices dentro dos campos trabalhistas na era tecnológica. Dessa forma, é de profunda necessidade que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos - órgão responsável por ministrar e tratar os direitos da pessoa -, atue por intermédio de fiscalização às empresas responsáveis por esses trabalhadores, buscando os seus benefícios, como a exigência de férias e salário remunerado, e também com a aplicação de multas em caso de descumprimento, e, nesse sentido, com o objetivo mitigar a problemática. Assim, haverá uma sociedade mais justa e convicta para fazer jus à Carta Magna.