A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 18/11/2020

Nos últimos anos, a crise econômica e o alto índice de desemprego contribuiu para que o número de trabalhadores de aplicativos aumentassem. Com isso, surge a “uberização”, que é a modernização do trabalho nos aplicativos de contratação de serviços. Portanto, os trabalhadores que prestam serviços a esses aplicativos não tem qualquer  vínculo de contrato com as empresas.

Para ganhar o mínimo para sobreviver, eles precisam trabalhar muitas horas por dia, sem a alimentação e o descanso essenciais. Além disso, os trabalhadores quem devem arcar com os custos dos equipamentos necessários, como carro, bicicleta, mochila térmica, entre outros. Segundo um estudo recente da Associação Aliança Bike, cerca de 30 mil ciclistas entregadores de app da cidade de São Paulo trabalham, em média, 12 horas por dia, durante os sete dias da semana, para ganhar menos de mil reais por mês.

Sobretudo, a “uberização” é sinônimo de precarização do trabalho. Isso porque, por não serem contratados formalmente, os trabalhadores por aplicativos não têm direitos ou garantias trabalhistas, como auxílio doença, férias remuneradas, 13º salário e previdência social. A mudança de renda, o trabalho em excesso, a insegurança e a pressão psicológica das avaliações provocam estresse, ansiedade, doenças laborais e acidentes de trânsito.

Assim sendo, para melhorar  a “uberização” vivida pelos brasileiros e para que a precarização do trabalho deixe de causar impactos na vida do trabalhador, cabe ao Poder Legislativo realizar leis  de determinação dos serviços prestados via plataformas digitas, por meio de regras para melhores condições de trabalho, melhor remuneração financeira, medidas de proteção e equipamentos contra a Covid-19. Desse modo, seguindo os direitos trabalhistas a fim de garantir um suporte ao trabalhador e dando oportunidades.