A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 24/11/2020

Segundo o fundador da Apple, Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Nessa perspectiva, é fato que todos os setores têm se modernizado, incluindo o transporte, novas formas tanto mais rápidas quanto mais econômicas, estão dominando o mercado. Entretanto, é necessário analisar se a tecnologia tem trazido mais liberdade ou precarização acerca do assunto.

Por um lado, é válido ressaltar um pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, onde ele afirma que os servidores têm medo de serem descartados no trabalho devido a constante liquidez e flexibilidade do mercado. Nesse sentido, várias empresas, entre elas a Uber, criaram um novo jeito de se locomover aproveitando a internet para desviar de algumas obrigações com o Estado, além da grande oferta de funcionários por causa da falta de emprego no Brasil. Desse modo, os brasileiros têm uma oportunidade de trabalho sem depender do governo e teoricamente com mais liberdade.

Por outro lado, também é importante destacar as várias falhas existentes nesse modelo de comércio. No documentário “GIG: a uberização do trabalho”, apavora ao divulgar a falta de condições fornecidas pelas empresas, como a ausência de vale alimentação, combustível, férias remuneradas,  e mais o imprescindível, auxílio em caso de acidente. Dessa forma, evidencia-se o quão vulneráveis estão esses colaboradores e que a falta de opções os leva a aceitar as circunstâncias.

Destarte, são necessárias medidas que amenizem os desafios supramencionados. Cabe ao Congresso Nacional em junção com o Ministério do Trabalho intervir nas empresas como Uber, 99, entre outras e exigir que cumpram uma regulamentação como os demais serviços, incluindo todos os benefícios aos seus empregados, a fim de criar oportunidades de trabalho reais e que sejam seguras. Com esses direcionamentos, a tecnologia continuará movendo o mundo conforme afirmou Steve Jobs.