A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 17/11/2020
O desamparo de funcionários consequente da “uberização”
Aplicativos que oferecem serviços terceirizados como “Uber” e “Ifood” são parte de uma crescente tendencia de redução de vínculos entre contratantes e empregados. Apesar dos pontos positivos da “uberização”, como maior oferta de emprego, os funcionários encontram-se desamparados. Apesar de ser uma característica da era tecnológica e cheia de desenvolvimentos, essa forma de trabalho é precária, uma vez que o objetivo dessas relações trabalhista é minimizar o laço e a responsabilidade entre empregado e empregador, proporcionando condições precárias de trabalho.
Em primeiro plano deve-se desmitificar a ideia de que essa “uberização” do trabalho proporciona mais liberdade. Os contratantes que usufruem da politica dessas empresas possuem sim mais liberdade, considerando que se abstém de diversos encargos, como por exemplo ferias pagas. O funcionário, entretanto, esta perdendo o que antes eram direitos garantidos, sua renda mensal depende de quantas horas trabalhar, já que não há salário fixo, caso fique doente ou precise de ferias, perderá sua renda, logo, tem menos liberdade.
Com a quarentena decorrente da pandemia do novo Corona Vírus, a sociedade tornou-se ainda mais adepta e, por determinado período, totalmente dependente dos serviços oferecidos por esses aplicativos. Quando restaurantes estavam fechados serviços de “delivery” eram a única opção, com isso aumentou exponencialmente a demanda gerando emprego. Apesar desses pontos positivos é importante atentar-se aos perigos da “uberização” leis trabalhista e sindicais estão em risco nesse caminho.
A discussão a respeito das consequências resultantes da “uberização” é uma pauta importantíssima que deve ser tratada pelo Estado com tal relevância. O ministério da Economia deve criar planos e leis que garantam certa proteção dos funcionários e que contabilizem essas grandes empresas por suas ações antiéticas. Ainda que seja um caminho inevitável e se seguir com a revolução tecnológica, é preciso que essa mudança seja controlada e observado bem de perto pelo governo.