A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 19/11/2020

No Brasil, um dos assuntos mais importantes é a questão da uberização  do trabalho na era moderna, pois se por um lado o trabalhador ganha mais maleabilidade e independência no tempo de serviço, por outro as leis trabalhistas são fragilizadas dentro desse contexto, já que esse grupo não tem seus direitos ampliados nessa modalidade. Nessa perspectiva, observam-se esses aspectos como negativos, os quais devem ser mudados, devendo o Governo e o povo atuar contra tais descasos.

A princípio, é válido elucidar que a uberização é um processo moderno o qual pode trazer diversos benefícios para os trabalhadores, mas também certos entraves. De acordo com a Geografia, na Terceira Revolução Industrial foi incrementado na sociedade o modelo trabalhista Toyotista, originado do Japão, o qual tem como características a flexibilização do tempo de trabalho e o serviço em home office. Nesse sentido, é possível compreender que tal prática se efetivou até os dias atuais, o que pode ser chamado hoje de uberização, em que os indivíduos são mais autônomos e conseguem flexibilizar seus horários de serviços, podendo alcançar seu próprio rendimento mensal independente de patrões e utilizar os moldes virtuais para a expansão de suas atividades. Desse modo, são cruciais medidas do Poder Público para criar artifício para o incentivo e o amparo desses tipos de trabalhadores.

Contudo, é relevante explanar que a pesar dos serviços on-lines serem tendência no século XXI, o público que opta por essa prática é exposto a fragilidade dos direitos trabalhista. Segundo o programa televisivo Fantástico,  no contexto do COVID-19 o índice de desemprego disparou no país tropical, porém o empreendedorismo digital cresceu de forma exponencial, por meio de lojas virtuais, aplicativos de delivery e outros. Nesse viés, entende-se a expansão da tecnologia para o trabalho como algo plausível para a ascensão independente do trabalhador, porém esse tipo de emprego não ampara os cidadãos com as vantagens trabalhistas, como benefícios por acidente no trabalho ou auxílio para a família em casos de óbito do provedor, sendo essa situação negativa, as quais precisam ser mudadas. Dessa maneira, são essenciais medidas da Esfera Pública para atuar contra tais problemáticas.

Portanto, diante dos fatos supracitados, constata-se a necessidade de se debater e atuar contra as fragilidades da legislação trabalhista. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério do trabalho, deve atuar para criar um projeto de lei para os profissionais das áreas digitais, o projeto deve ser desenvolvido pelo ministro do trabalho e por juízes, com o intuito de angariar 2 por cento mensal de cada trabalhador que atua no meio virtual, para oferecer a esses benefícios em casos de acidentes (até mesmo domiciliar) no momento do trabalho, renda para o lar em caso de óbito ou  auxílio em situações de crise económica. Dessa forma, reduzindo tais descasos e ajudando os trabalhadores modernos.