A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 19/11/2020

No início da terceira revolução industrial, com os avanços nos campos da informática principalmente na área da robótica, das telecomunicações e dos transportes, já era especulado de que um dia existiriam mais trabalhadores autônomos devido a modernização do mercado de trabalho.

Ainda que com a criação da Uber em 2009, só foi possível a chegada no Brasil em 2014. Essa chegada marcou o início da hegemonia dos aplicativos na vida cotidiana. Claro quem a partir disso, os trabalhadores que prestavam um serviço mais antigo, como os taxistas, começaram a perder espaço, assim como foi quando robôs começaram a substituir os humanos nas fábricas.

De certa forma, a “uberização” ajuda bastante um trabalhador que está desempregado mas precisa de um dinheiro para poder se sustentar. É fato, que quem trabalha por aplicativo, não tem nenhum chefe e ainda que não seja um trabalho formal, é uma boa fonte de renda e além do mais, é uma forma honesta de se trabalhar.

Os desafios presentes no mercado de trabalho da nova década, são cada vez mais enfatizados quando vimos um número crescente de entregadores de aplicativo ou de motoristas de aplicativo. Para se ter um emprego no século XXI, muitas vezes é por indicação de alguém, tendo em vista que os concursos públicos estão cada vez mais précarios e com uma previsão de sumiço.

A “uberização” é a consequência de um sistema de enorme discrepância nas oportunidades para as pessoas. O governo deveria criar mais concursos públicos para quem mais pessoas pudessem ter empregos fixos, e dar um auxílio para aqueles que buscam criar um negócio próprio. Cursos de capacitação também deveriam ser mais frequentes para que assim, uma queda significativa no número de desempregados no país realmente ocorresse.