A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 22/12/2020
Em 1789, na Inglaterra, surge a Primeira Revolução Industrial, a fim de facilitar a mão de obra trabalhista. Primeiramente, vale salientar que, segundo o romancista Victor Hugo, o progresso roda constantemente sobre duas engrenagens, faz andar uma coisa sempre esmagando alguém. A exemplo disso, no Brasil do século XXI, dentre os diversos impasses existentes, a precarização dos trabalhos informais emerge como um grave impasse social. Conquanto, sem dúvida, esse cenário advém legislação precária, aliada a priorização dos interesses financeiros.
É necessário, pontuar de início, que segundo o IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 12,8 milhões de brasileiros estão desempregados. Dentro dessa perspectiva, é inegável que a questão constitucional e sua aplicação estejam em harmonia para solucionar essa problemática. Entretanto, tal fato reflete-se na falta de leis trabalhistas que garantam aos trabalhadores uma maior estabilidade nos seus empregos, e devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, visto que com o avanço tecnológico o número de empregos tende a cair, as medidas que deixariam a resolução dessa problemática mais próxima, acaba se distanciando cada vez mais.
Outrossim, não menos importante, ressalta-se a priorização dos interesses financeiros. Desse modo, convém destacar que, segundo o antropólogo Darcy Ribeiro “O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso.” Diante disso, problemas como da uberização na era tecnológica, florescem sem virtudes, e assim tem-se a objetificação do trabalhador e suas práticas sociais.
Nesse espectro, é fundamental a desconstrução do capitalismo cultural que está enraizado na supremacia. Portanto, são necessárias medidas capazes de diminuir essa problemática. Para tanto, cabe ao governo criar leis trabalhistas que protejam os trabalhadores, bem como o Ministério do Trabalho fiscalizar a aplicação das leis, com o propósito de evitar o aumento do número de desempregados. Além disso, as escolas devem promover palestras e campanhas, a fim de informar e conscientizar seus alunos sobre os benefícios e malefícios da tecnologia para a sociedade, com o propósito de otimizar o uso da mesma sem causar danos. Dessa forma, estamos dando mais um passo para um Brasil mais igualitário.