A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 26/11/2020
O advento da internet permitiu que a troca de informações e comunicação seja feita de uma maneira muito mais fácil e prática. Atualmente, é possível perceber como ela possibilitou a diversificação dos meios de trabalhos, gerando novos tipos de empregos, que são mais rápidos e versáteis. Contudo, apesar de possuírem boas qualidades, esses trabalhos ‘‘uberizados’’, por serem novidades, ainda não possuem leis que os regem, possibilitando uma maior ocorrência de problemas.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a mudança desses novos meios de trabalho na sociedade. De fato, novos ofícios gerados por aplicativos, como uber e ifood, permitem que seus clientes tenham uma melhor interação com os funcionários, sem a necessidade de sair de casa, proporcionando uma maior liberdade, tanto para o funcionário quanto para o cliente. Logo, é possível perceber que, por meio da internet, novos tipos de trabalhos surgem e trazem consigo a praticidade nas trocas de informações e comunicações.
Entretanto, por ser de cunho informal, esse novo tipo de serviço não é englobado pelas leis trabalhistas, que garantem seu amplo funcionamento e sua segurança. Nesse viés, a falta de leis leva à falta de fiscalização, promovendo um ambiente de vulnerabilidade. Em vista disso, segundo o portal G1, no ano de 2019, só em São Paulo, houve mais de 400 assaltos ou roubos de motoristas de aplicativos. Diante disso, é evidente que, por não possuírem normas que os protegem e aumente sua segurança no serviço, esses novos ofícios enfrentam uma situação precária, já que a falta de gerenciamento da situação propicia pra a ocorrência de problemas.
Portanto, diante de tal contexto, para garantir a segurança e o amplo funcionamento dessas novas ocupações, é dever do Poder legislativo, entidade do Estado ao qual é atribuída a função legislativa, proteger e fiscalizar esses novos empregos. Isso deve ser feito por meio da criação de uma lei que obrigue os aplicativos a monitorarem seus funcionários, por motivos de segurança, além de prover toda e qualquer ajuda diante de problemas enfrentados pelo trabalhador. Dessa maneira, além de levar praticidade e liberdade aos seus clientes e funcionários, também fará com que seja um ambiente mais seguro, com menor índice de crimes.