A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 20/11/2020

Chamada por muitos países de quarta revolução industrial, uma nova era do trabalho. Nela a tecnologia é um dos principais aliados, para muitos é uma liberdade, ter o que quiser sem precisar sair de casa ou trabalhar onde quiser, para outros uma precariedade, sem distinção do público e privado.

A primeira é a liberdade que muitos alegam ter, pois tudo que querem pode ser conseguido com um simples click na tela, uma comida, uma roupa ou um produto. Além disso o trabalho em home office ajudou muitas pessoas, porque antes tinham que se deslocar de casa para o trabalho, ainda enfrentando trânsito, horários fixos, e em um lugar específico. Hoje isso não é mais necessário, visto que o home office está crescendo a cada dia, segundo o IBGE trabalhar em casa ou até mesmo em outros espaços, como o coworking, cresceu 21,1% entre os anos de 2017 e 2018. Junto a isso, há diminuição de carros na rua, que consequentemente diminui a poluição, e dá mais tempo para o individuo cuidar da sua saúde e família.

Porém, há também malefícios em trabalhar nessa era da tecnologia, como os funcionários de aplicativos de comida que muitas vezes são colocados em situações precárias de trabalho, sem salário fixo e sem condições aceitáveis para um trabalhador. Ademias, frequentemente a pessoa fica escrava da tecnologia, como por exemplo, em algumas empresas não há horário de trabalho fixo, mas se seu celular tocar a qualquer hora do dia você tem que atender. Além disso, em 2019/2020 com a pandemia do corona vírus, muitas pessoas tiveram que se adaptar a essa realidade, levando a homogeneidade da vida. Uma mistura entre a vida pessoal e profissional, sem separar o tempo ou espaço reservado a família e ao trabalho.

Portanto, essa nova realidade, traz benefícios e malefícios, para algumas pessoas é uma liberdade, para outras uma precarização, mas em geral é algo bom para a sociedade, pois facilita a vida de muitos. Por isso, o Ministério do trabalho terá que criar leis que assegurem o trabalhador nessa nova realidade, como, dando mais dignidade ao funcionário de aplicativos por exemplo. Além disso, o Mistério da Saúde, poderá através das redes sociais e mídia, alertar e instruir ao cidadão, a separar o profissional do pessoal, pois em tudo há limite.