A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 20/11/2020

“Gig, a uberização do trabalho” é um documentário que mostra os resultados da uberização não só no território brasileiro mas também no mundo. Outrossim, no Brasil a uberização tem crescido cada vez mais por causa da quantidade de desempregados e pessoas procurando uma prometida renda maior e liberdade para trabalhar quando quiser mas a que custo?

É importante destacar como a crise econômica e o desemprego em geral, influenciam no ingresso em trabalhos por aplicativos. Um dos principais argumentos da reforma trabalhista para a flexibilização dos regimes trabalhistas a fim de aumentar como vagas de emprego e enaltecer a economia. Entretanto, a economia continua estabilizada e por consequência disso ouve um aumento de trabalhos via plataformas digitas. Em defesa disso, segundo o IBGE, 4 milhões de pessoas trabalham para empresas de aplicativos de serviços no Brasil sem vínculos trabalhistas. Dessa forma, com a ausência de direitos e de exigentes o indivíduo vê-se sem suporte pela empresa contratante, mas por outro lado, é punido ao ter uma avaliação máxima feita pelo cliente.

Em segunda instância, como total no documentário “Vidas entregues” essa linha de trabalho que no início foi mostrada como um paraíso onde a pessoa teria liberdade para trabalhar quando quisesse, o quanto quisesse e que iria ganhar uma renda maior que um taxista, por exemplo , depois se mostrou algo proximo a uma escravidão, a recompensa diminuiu e a jornada de trabalho consequentemente aumentou, visto que, eles ganham de acordo com o quanto eles entregam, quantas corridas ou quantas faxinas eles fazem. Ademais, essa situação fez com que muitos ficassem ansiosos para fazer cada vez mais trabalhos para aumentar a própria renda ou que vem causando em números acidentes principalmente de trânsito.

Fica claro, portanto, que a “uberização” vivida pelos brasileiros não evidencia uma solução prática de curto prazo visto que essa modalidade se encontra em expansão. No entanto, para que a precarização do trabalho deixe de causar impactos na vida do trabalhador, cabe ao Poder Legislativo realizar um projeto de lei de exigência dos serviços prestados via plataformas digitas, por meio de regras a serem seguidas pelas empresas e com aplicação de multas em casos de violação dessas. Desse modo, aderindo parte dos direitos trabalhistas a fim de garantir um suporte ao trabalhador e por fim equiparar os lucros obtidos e as oportunidades de serviços entre homens e mulheres.