A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 30/11/2020

É cognoscível que, devido à parceria entre trabalho e tecnologia, novas possibilidades se apresentam para os trabalhadores. Todavia, tal parceria e modernização ainda apresenta obstáculos na prática. Isso deve-se, sobretudo, à influência do desemprego estrutural, bem como à precarização da mão de obra formal. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais, tendo em vista reverter isso.

A princípio, convém ressaltar que, o desemprego estrutural - causado pela adoção de novas tecnologias e processos produtivos - se firma como um dos principais causadores do aumento da mão de obra informal no país. A falta de preparo para lidar com as novas funções no trabalho moderno, faz com que os mais de 35 milhões de trabalhadores informais contabilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recorram à labuta não regulamentada para garantir renda.

Concomitante a isso, a mão de obra formal também é afetada. Devido à possibilidade do “home office”, por exemplo, alguns trabalhadores encontram-se vulneráveis quanto ao aumento da jornada de trabalho. Realidades como terceirização, reforçam o medo do labutador formal de ser substituído por uma opção mais barata e disponível.

Logo, fica clara a necessidade de mudar esse cenário. Posto isso, cabe ao Estado garantir os direitos do trabalhador; para isso, adaptar algumas leis trabalhistas para que se estendam aos labutadores modernos é uma opção. Ademais, preparar o máximo de mão de obra informal oferecendo cursos gratuitos de como usar a internet e a tecnologia é uma possibilidade. Feito isso, a mão de obra informal estaria minimamente apta a lidar com o desemprego estrutural e a formal não seria precarizada.