A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 20/11/2020

Após o surgimento da Revolução Técnico-Científica, no século XX, houve uma enorme inserção de tecnologias e informações na sociedade que facilitaram o advento de novas modalidades em diversos setores, inclusive no trabalho com a “uberização” dos serviços. Dessa maneira, criou-se um debate sobre a precarização e a liberdade do assunto em questão, haja vista que a informalidade e a flexibilidade no ofício são ideias que devem ser analisadas.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a falta de formalidade, visto que ela traz impactos na vida dos trabalhadores. De acordo com o empresário Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Em concordância ao pensamento as ferramentas tecnológicas também movimentam os serviços comerciais como acontece em aplicativos de entrega. Entretanto, esse tipo de trabalho traz alguns prejuízos como a falta de amparo das leis trabalhistas, uma vez que se encontra em informalidade.

Outrossim, é imperativo postular a flexibilidade no trabalho como uma característica de liberdade. Dessa forma, a flexibilização no emprego é o desejo de muitos brasileiros, uma vez que não se encontram presos a horários e obrigações de servidores de carteira assinada. Dessarte, muitas pessoas migram para ofícios autônomos e “uberizados” em busca de maleabilidade.

Verifica-se, então, a necessidade de medidas para atenuar os problemas relacionados a precarização dos novos serviços da era tecnológica. Sendo assim, o poder judiciários brasileiro, responsável por defender o direito do cidadão, deve promover leis junto com os outros poderes com o objetivo de defender o trabalhador informal, por meio de fiscalizações em empresas que prestam serviços com funcionários autônomos e com a ajuda de uma central de atendimento aos trabalhadores para reclamações e duvidas. Dessa maneira, os trabalhadores estarão mais assistidos.