A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 23/11/2020
O livro “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins retrata uma história fictícia em que a população de treze distritos é explorada para manter luxos e facilidades de uma pequena quantidade de pessoas com realidade distinta. De maneira análoga, a rotina do trabalhador de aplicativos no Brasil se demonstra muito semelhante a essa obra. Em virtude de um caráter despreocupado das empresas do mundo cibernético e da mentalidade consumista da sociedade, tal cenário se mostra distante do fim.
Em primeira análise, a despreocupação das empresas da internet é visivelmente problemática. Segundo o filme “W-alle” da Disney, o ambiente futurista moderno é apresentado com uma predominante robotização de tudo. Dessa forma, o processo exposto é evidenciado no mundo atual globalizado e tem como consequência limitar o espaço do trabalhador manual o sujeitando a necessidade de empregos temporários com ausência de direitos trabalhistas.
Outrossim, a atitude consumista da população é preocupante. De acordo com o livro “Modernidade Líquida” de Zigmunt Bauman, a sociedade moderna é caracterizada pela busca de prazeres materiais e efêmeros. Assim sendo, verifica-se a formação de um comportamento visando mais o material e menos o social, alimentando crescentemente esse sistema prejudicial.
Logo, fica claro medidas devem ser tomadas para amenizar o problema. Por isso, o Ministério do Trabalho como instância responsável deve promover debates em centros públicos das grandes cidades visando atingir em especial os trabalhadores de aplicativos, a fim de construir uma ligação do governo com esses funcionários para a promoção de melhorias legais em suas condições de trabalho além de conscientizar a população sobre os malefícios do consumo excessivo. Só assim, assegurando uma sociedade mais participativa e melhor.