A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 21/11/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que a sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Sob essa ótica, é essencial a importância da discussão a respeito dos desafios do trabalho na era tecnológica, a qual encontra impasses a falta de políticas no campo tecnológico e o impacto da disparidade social.
Nesse sentido, o organismo político no Brasil não atribui destaque aos novos empregos no âmbito digital. Isso ocorre devido ao governo ignorar as questões sociais do país, incluindo as pessoas que trabalham em aplicativos. De acordo com o jornal UOL, motoristas de aplicativo não podem recusar corridas e trabalham no mínimo 12 horas por dia. Diante desse fato, é fundamental não menosprezar os direitos dessas pessoas, é necessário enfatizar a mudança nesse meio tecnológico, atribuindo garantia aos trabalhadores.
Além disso, a maior parcela da população que submete a essas condições são as quais estão no quadro de desigualdade social. Segundo o jornal Folha de SP, 72% das pessoas perderam seu emprego e estão trabalhando na Uber. Diante disso, é notável que a falta de oportunidade de emprego prejudica o desenvolvimento da sociedade. Esse fato, deve ser solucionado pelos órgãos responsáveis, como diz a Constituição de 1988 a qual garante direitos a todos. Em virtude do que foi exposto, faz-se necessário a elaboração de políticas efetivas no âmbito tecnológico e a extinção da disparidade social. Dessa forma, o Ministério da Justiça deve planejar e executar direitos e garantias trabalhistas. Isso deve ser feito, por meio de uma legislação que garanta direitos aos motoristas de aplicativos da Uber e também fazer a distribuição de riquezas em todos em todo país e fornecer qualidade de vida para a sociedade como bem estar, emprego e excelentes condições para o desenvolvimento de uma nação. A fim de promover o progresso social iluminista.