A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 06/12/2020
Durante a primeira Revolução Industrial como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, os operários eram forçados a trabalhar por mais de 12 horas por dia com péssimas condições de trabalho. Paralerlarmente, assim como na Revolução Industrial a ‘‘uberização’’ do trabalho na era tecnológica enfrenta as mesmas precarizações, sendo um grande desafio no Brasil, o qual ocorre, infelizmente, devido não só ao trabalho em excesso, mas também a pressão psicológica das avaliações.
De início, cabe ressaltar que grande parte dos entregadores de ‘‘uberização’’ trabalham por muitas horas no Brasil. Logo, de acordo com um estudo publicado pelo site de notícias, BBC News, cerca de 30 mil entregadores de aplicativo da cidade de São Paulo trabalham, em média, 12 horas por dia, durante os sete dias da semana, para ganhar menos de 100 reais por mês. Dessa forma, entende-se que para esses trabalhadores receberem o mínimo para sobreviver, eles precisam trabalhar muitas horas por dia, sem descanso e garantia de que iram ganhar bem.
Além disso, também vale destacar a enorme pressão psicológica provocada pelas avaliações dos aplicativos uberizados no Brasil. Consoante, segundo uma notícia feita pelo jornal Castro Alves, grande parte dos entregadores de serviço têm elevadas preocupações com as avaliações dos clientes, pois dependem disso para continuarem fazendo entregas. Dito isso, depreende-se como essa aflição com as avaliações geram um cuidado maior com a qualidade dos serviços, principalmente, porque cabe aos usuários darem uma nota de 1 a 5 e, dependendo da estimativa, os entregadores podem continuar recebendo demandas e permanecerem ativos no aplicativo de entrega.
Portanto, compreende-se que medidas são necessárias para resolverem os empecilhos do trabalho uberizado no Brasil. Por isso, cabe às empresas responsáveis por esses aplicativos de entrega, oferecerem melhores condições de trabalho nos serviços de entrega, por meio de garantias trabalhistas e uma contratação formal, para receberem um salário mínimo e uma alternativa nova de avaliarem as qualidades dos serviços , a fim de proporcionar uma maior estabilidade financeira e uma diminuição na pressão psicológica causada nesses entregadores.