A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 23/11/2020

A tecnologia aprimorou os meios de trabalhos, com aplicativos e interfaces fáceis e rápidas. No entanto, esse mesmo avanço regressou nas questões sociais, causando instabilidade para o trabalhador com a ‘‘uberização’’ dos serviços oferecidos na sociedade. Com isso, esses problemas levantam debates a respeito do aumento do trabalho informal e os direitos trabalhistas negligenciados.

Em primeiro lugar, os serviços fornecidos por aplicativos incentivam as tarefas sem carteira assinada. Nesse sentido, Pierre Lévy, filósofo da comunicação, argumenta que os meios digitais proporcionam a ampliação da capacidade das atividades da vida real, o que exponencia situações problemáticas. Nesse aspecto, o trabalho informal, com a contribuição da internet, aumenta seu potencial, em razão dos aplicativos de serviços que não exigem carteira assinada e nem níveis de formação elevado, o que facilita a entrada para esse ramo e prejudica a economia do país ao evitar impostos e diminuir o Produto Interno Bruto (PIB) . Exemplo desses serviços informais são os entregadores de restaurantes, como do ifood e uber, que não necessita de carteira assinada e nem nível estudantil elevado. Logo, é preciso regularizar e combater essas atividades sem registro em prol da economia do Brasil.

Em segundo lugar, a ‘‘uberização’’ do trabalho negligência os direitos trabalhista. Deste modo, Milton Santos, geógrafo brasileiro, argumenta que as perversidades, da globalização, ocasionam problemas sociais ao segregar a sociedade e beneficiar somente algumas pessoas. Dessa maneira, os serviços, de aplicativos e internet, por não apresentarem registros oficiais, também não contém os direitos dos trabalhadores, o que permite que salários, férias e outras questões sejam variáveis ou, na maioria dos casos, nem sejam oferecidos, como é o caso da aposentadoria, o que prejúdica em principal os prestadores da ação e beneficia somente as empresas. Exemplo dessa ausência de ordem são os motoristas de uber que trabalham em horários desregular e sem direito a aposentadoria. Assim, é preciso regularizar esses mecanismos em defesa ao trabalhador e aos seus direitos.

Portanto, a Secretária de trabalho, em parceria com o Ministério do Trabalho, deve realizar ações, como a cobrança de impostos e registros oficiais, por meio da regularização das atividades , de forma que a carteira assinada e os devidos custos sejam cobrados das companhias, para que assim seja combatido o aumento do trabalho informal e a queda do PIB brasileiro. Ademais, a Secretária de trabalho, em parceria com o Ministério do Trabalho, deve realizar ações, como assegurar os direitos trabalhistas, por meio do registro oficial dos empregados, de forma que as empresas privadas forneçam o devido salário e os demais direitos das pessoas, para que assim os indivíduos não sejam prejudicados pelas perversidades da globalização e mantenha o progresso tecnológico nos serviços.