A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 23/11/2020
No filme “Capitão Fantástico” é retratada a história de Ben Cash, um pai viúvo cria seis filhos na floresta, longe da civilização e das influências negativas da sociedade. Porém, há um momento de ruptura em que os filhos desejam conhecer a cidade para poder trabalhar na área tecnológica. Infelizmente, essa situação não se resume às telas, sendo a realidade de vários brasileiros que tem ter mais acesso a internet na zona rural.
É notório que basta uma passeada virtual pelas lojas de aplicativos para encontrar de tudo um pouco. Essa enxurrada de serviços criados para encurtar a distância entre a oferta e demanda já ganhou um nome: “uberização”. Em princípio, cabe analisar o conceito do sociólogo Émile Durkheim, em que “É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de próprios para aceder à escola das coisas, se as querer conhecer e compreender.”
Entretanto, a Constituição federal de 1988 diz que tem que ter maior dignidade humana. Dessa maneira, a precarização vem aumentando na economia formal, com a redução do trabalhador ao trabalho terceirizado ou temporário, quando ele deixa de estar protegido pelas leis do trabalho. O trabalho passa a ser organizado cada vez mais no mundo na forma de redes contratuais descentralizadas. Essa é a mudança de paradigma da produção, que é a raiz desse problema da precarização. Não podemos simplesmente desconhecê-la. Contudo, edição de 2016 do Fórum Econômico Mundial, em curso em Davos, na Suíça, tem como tema central a chamada “Quarta Revolução Industrial”.
Portanto, poucos cidadãos da zona rural têm acesso a internet. Logo, é necessário que o Poder Legislativo, por meio de uma lei, a fim que cidadãos da zona rural que não tem acesso começar a ter internet de graça. Desse modo, a problemática da “uberização” do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade? poderá ser absoluta na sociedade brasileira.