A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
A precarização na uberização do trabalho
Segundo Max Horkheimer, ao submeter os consumidores à lógica da Indústria Cultural, a classe dominante promove uma alienação nas dominadas. Como resultado, torna os dominados um instrumento do sistema. Essa ideia pode ser aplicada no âmbito capitalista, mais especificamente na questão da uberização do trabalho na era tecnológica. À qual possui problemas indubitáveis que resultam na precarização do trabalho. Como a exposição desprotegida dos trabalhadores de baixa renda e a priorização global na macroeconomia.
Em uma primeira análise, é válido destacar que vivemos hoje em uma Modernidade Líquida, na qual, segundo Zygmunt Bauman, há uma ascensão de valores individualistas em detrimento de valores coletivistas. Isso também enfraquece a solidariedade e estimula a insensibilidade em relação ao sofrimento do outro. Um grande exemplo disso é a obra “Quarto de Despejo” de Carolina Maria de Jesus, uma vez que sua personagem principal, sendo ela de periferia, sofre de diversos casos depreciativos e desumanos no trabalho, que passam invisíveis pela sociedade.
Tal descaso da sociedade com a classe oprimida tende a ocorrer por influência global de seguir um sistema macroeconômico. Uma vez que este prioriza a produtividade e a velocidade em detrimento dos valores e direitos trabalhistas. Causando assim uma precarização na uberização do trabalho. Por conseguinte, é necessário que o Ministério do Trabalho, juntamente com o poder executivo, garantam a aplicação eficácia das leis trabalhistas. Com a execução de multas e uma fiscalização bem aplicada para aqueles que infringirem a lei. Para que assim o trabalhador possa exercer sua função em condições humanas e de maneira segura. Pois, assim como Thomas Hobbes acreditava, é dever do Estado garantir o bem-estar da população.