A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 24/11/2020

A Terceira Revolução Industrial possibilitou o desenvolvimento das tecnologias de informação e de comunicação. Nesse sentido, é notável que essas inovações influenciam no cotidiano das pessoas, principalmente no trabalho, permitindo maior liberdade no gerenciamento da oferta individual dos serviços. Contudo, existe também a precarização sofrida pelo trabalhador, já que os vínculos empregatícios não são usados.

A priori, a internet tornou-se um dos meios primordiais na administração independente do trabalho, ou seja, facilitou o diálogo entre clientes e autônomos, assim como a oferta de serviço. Nessa perspectiva, o trabalhador é livre para cuidar do seu negócio, sem interferência direta de empresas, que geralmente são donas dos aplicativos utilizados no processo. Consoante a esse cenário, o empresário Steve Jobs diz que o mundo é movido pela tecnologia.

Por outro lado, no Brasil, mais de 10% da população está desempregada. Por isso, a “uberização”, que é um segmento do trabalho informal, ajudou os brasileiros. Entretanto, justamente por não estar nas normas de formalidade, não há garantias de remuneração mínima, de tempo de trabalho adequado, de custos à curto, médio ou longo prazo e nem à acidentes. Ademais, outro ponto negativo que gera a precarização é a tendência de companhias ao monopólio, ocasionando também, a concorrência desigual.

Em suma, para que ocorra o aprimoramento dessa nova forma de condução do emprego, é imprescindível que o Ministério da Economia trabalhe em conjunto com o Ministério da Cidadania, investindo em mais campanhas conscientizadoras dos direitos trabalhistas, através do fornecimento de maior quantidade de recursos para as dotações orçamentárias, com o objetivo de alcançar o público alvo, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos.