A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 24/11/2020

“Gig, a uberização do trabalho” é um documentário que mostra os resultados da uberização não só no território brasileiro, mas também no mundo. Outrossim, no Brasil a uberização tem crescido cada vez mais por conta da quantidade de desempregados, pessoas procurando a prometida renda maior e liberdade para trabalhar quando quiser a todo custo. Além disso, vale ressaltar que o Brasil é um dos países que mais utilizam o aplicativo “uber”.

Em primeira instância, uberização é um termo que teve origem no aplicativo uber, já que, foi um dos que mais ficaram famosos.É um termo usado quando existe um mediador entre o prestador de serviço e o usuário, e é um aplicativo pelo qual não se responsabiliza pelo bem estar do prestador de serviço, já que ele não é considerado um empregado nem pelo aplicativo nem pela pessoa que o contratou.Isso significa que ele não é protegido por leis trabalhistas, ele esta por si só, se ele se machucar em serviço ou se tiver algum problema parecido, o mesmo terá que lidar com as consequências sozinho. Além disso, não existe um horário fixo e definido de trabalho e a remuneração por aquele serviço prestado é decidido por algoritmos.

Em segunda instância, como mostrado no documentário “Vidas entregues”, essa linha de trabalho que no início foi mostrada como um paraíso onde o indivíduo teria liberdade para trabalhar quando quisesse, o quanto quisesse e que iria ganhar uma renda maior que um taxista, por exemplo, depois se mostrou algo proximo a uma escravidão. A remuneração diminuiu e a jornada de trabalho consequentemente aumentou, visto que, eles ganham de acordo com o quanto eles entregam, quantas corridas ou quantas faxinas eles fazem. Ademais, essa situação fez com que muitos ficassem ansiosos para fazer cada vez mais trabalhos para aumentar a própria renda o que vem causando inúmeros acidentes principalmente de trânsito.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para solucionar esse imbróglio o governo deve criar leis de proteção para esses indivíduos nesse tipo de serviço que determinem o tempo no qual a pessoa possa ficar ativa no aplicativo, para que depois de um certo número de serviços prestados o trabalhador consiga pelo menos um salário mínimo. Além disso, deve  ser determinado quem irá se responsabilizar pelo trabalhador caso haja algum acidente ou algo do tipo, o próprio governo ou o aplicativo por exemplo.