A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 26/11/2020

A globalização atingiu seu ápice no século XXI, seja pelas rápidas interações humanas, como novas formas de trabalho, altas tecnologias e dominação do modelo capitalista em grande parte do mundo, o que ocasionou a ocorrência de produtos mais baratos e trabalhos insalubres ou precários para os marginalizados da sociedade, que lutam para se sustentar. Paralelo à isso, na contemporaneidade a “uberização” tornou-se uma faca de dois gumes, pois do mesmo modo que concede dinheiro para pessoas desempregadas, não garante direitos trabalhistas, e segurança que uma pessoa de carteira assinada possui; ou seja, o empresários aproveitam das condições dos entregadores e abusam deles.

Assim como Baumman afirmou, a modernidade liquida nasceu através da globalização, e se caracteriza pela liquidez, incertezas e novas formas de concepções e visões que nascem a todo momento, entre elas a intermediação de servidores informais à empresas. O processo de entregas por pessoas que não possuem carteira assinada, é um grande ferimento aos diretos dos trabalhadores, pois estes se sujeitam à essas condições por dificuldade financeiras, não tendo direito à férias, como segurança de certa quantia fixa de dinheiro mensal; uma benção para os donos de estabelecimentos, que não precisam assinar um monte de contratos e enfrentar burocracias trabalhistas.

Além da forma de altas jornadas trabalho diariamente, a pessoa que utiliza essa forma de serviço, como os Ubers e entregadores de aplicativos, não possuem direitos à aposentadoria, o que acarreta pouca vida ativa economicamente, mas sem garantias futuras de independência econômica, pois eles ganham enquanto trabalham; e o que sai mais barato pro consumidor acarreta pros trabalhadores de “uberização” que acabam tendo árduas labutas para se sustentar, e que com o avanço progressivo das tecnologias e a Quarta Revolução industrial pode ser substituído por drones, como aponta a notícia realizada pelo G1 na cidade de São Paulo que está tentando incrementar dentro da área urbana.

Portanto, necessita-se da criação por meio dos Parlamentares, leis que visam a segurança e  a resguarda dos direitos desses novos trabalhadores emergidos pelo mundo globalizado, como códigos jurídicos que asseguram teto-salarial, folga, e uma adaptação da carteira assinada para eles, afinal os empresários não podem aproveitar da falha que o sistema capitalista possui e ter trabalhadores análogos à escravidão. Vale ressaltar também a necessidade de campanhas pelas redes sociais para o respeito e atenção que eles merecem, pois os lanches rápidos e transporte de carros baratos são realizados por eles, sendo essas formas os caminhos traçados para que ocorra a diminuição contra a  violação à CLT e o comprimento do Governo que tem o papel de cuidar dos cidadãos.