A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 25/11/2020

Segundo Klaus Schwab, a industrialização atingiu uma quarta fase, mais conhecida como “a quarta revolução industrial”, que novamente “transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos”. Dessa forma, é valido salientar que essa realidade é fruto da mentalidade capitalista (as empresas dão prioridade ao lucro econômico)e a precarização do trabalho.

Primeiramente, uberização, próprio nome veio da empresa Uber, na qual os motoristas possuem essa liberdade e atuam de acordo com a demanda dos clientes, se aceitarem uma corrida (ou o trabalho). Ao longo da história, o trabalho passou por diversas modificações. Com a transformação do capitalismo, a inserção das máquinas e a produção em massa mais rápida e eficiente, o espaço ocupado pelos trabalhadores que vendiam seu trabalho começou a mudar. Ele não encontra mais espaço na fábrica e, com a introdução da automação e da inteligência artificial, o ambiente mais movimentado é o trabalho informal, que está se tornando cada vez mais instável.

A Internet desempenhou um papel catalisador nessa transformação, possibilitando o surgimento da chamada “economia compartilhada”. O modelo tradicional de prestação de serviços tornou-se mais prático e simplificado. Para o trabalhador, ainda não se sabe como será a jornada de trabalho, pois a demanda por entrega ou corrida é controlada pelo aplicativo várias vezes, e não há ideia de quanto ele vai ganhar no final do dia. Como é impossível saber o valor mínimo ou máximo a ser pago em um dia, os motoristas e a equipe de distribuição geralmente várias horas até atingir suas metas pessoais de autogestão, p ara sua vida diária.

Portanto, pode-se inferir que a “uberização” do trabalho na era tecnológica, é um tema relevante e que carece de soluções. Sendo assim, sugere-se que o Governo Federal, na figura do Ministério do Trabalho, promova campanhas de conscientização para os empresários e prestadores de serviços. Isso pode ser feito por meio das mídias sociais ou até mesmo palestras, a respeito dos direitos de ambas as partes, para mostrar a importância de por exemplo o conhecimento sobre o INSS, que garante auxílio doença e aposentadoria.