A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 25/11/2020

No documentário Gig: “A uberização do trabalho”, é apresentado a visão de serviços prestados por meio de plataformas digitais no mundo. No Brasil, esse processo consiste no trabalho autônomo o qual está desprovido de direitos trabalhistas, além disso vê-se a desigualdade de gênero dentro dessa modalidade de trabalho. Logo, embora esse tipo de serviço seja visto como uma alternância ao desemprego, nota-se um problema de precarização do trabalho que esses estão sujeitos.

Segundo o sociólogo brasileiro Ricardo Antunes, a tecnologia tem apresentado vários avanços positivos na sociedade, mudando drasticamente o cenário econômico, fazendo com que várias empresas adaptassem sua metodologia à nova demanda do mercado de trabalho. Todavia, com a criação de novos empregos, tendo como principal característica a presença de aplicativos, gerou uma situação de precarização em vários setores de serviço. Sendo assim, com a crise econômica e o desemprego geral, conduzam a nenhum ingresso em trabalhos por aplicativos, sujeitos a instabilidade, tendo em vista a falta de legislação, de um salário fixo e sem garantias trabalhistas da CLT.

Dessa forma, com a ausência de direitos e de regulamentação o indivíduo vê-se sem suporte pela empresa contratante, mas por outro lado, é punido ao ter uma má avaliação feita pelo cliente. Fica claro, portanto, que a “uberização” vivida pelos brasileiros não evidencia uma solução prática e de curto prazo visto que essa modalidade se encontra em expansão. No entanto, para que a precarização do trabalho deixe de causar impactos na vida do trabalhador, cabe ao Poder Legislativo realizar um projeto de lei de regulamentação dos serviços prestados via plataformas digitas, por meio de regras a serem seguidas pelas empresas e com aplicação de multas em casos de violação dessas.