A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 25/11/2020

A série norte-americana Black Mirror, originária da Netflix, aborda os conflitos do vínculo estabelecido entre a sociedade e a tecnologia acompanhado também de seus benefícios construídos com a sua acomodação ao novo meio. Análogo ao seriado apresentado, é perceptível a adequação dos indivíduos ao sistema presente na contemporaneidade, bem como o trabalho inserido nesse contexto. Com isso, pode-se dizer que há um fato conspícuo e recorrente na atualidade brasileira, seja negligente, seja benevolente: a “uberização” do trabalho advinda da associação com a tecnologia. Dessa maneira, a questão está contida na realidade atual em razão da inovação  do mercado de trabalho  mais flexível, seguido pelo deficit de segurança e pela terceirização.

Em primeira análise, suscita o pensamento do físico Edwar Teller ao discorrer “A ciência de hoje é a tecnologia de amanhã”. Em consonância a essa ideia, é possível observar que a tecnologia, de maneira evidente, faz parte do futuro e tende a progredir dessa forma. A partir desse fato, é notório a inserção do trabalho nesse mecanismo, uma vez que as pessoas estão, por completo, correlacionadas de modo renovador. Contudo, com o aumento da demanda por empregos na área, adjunto a alienação do consumidor desse serviço, o aumento da insegurança do trabalho faz-se mais pertinente nesse cenário.

Outrossim, o documentário norte-americano “O Dilema das Redes”, destaca o trabalho realizado para obter uma realidade personalizada - a qual está voltada para uma metodologia de monetização - preparada para o consumo humano. Nesse sentido, o mercado de trabalho se expande, visto que ele tem sua adaptação no âmbito social ao qual se dispõe. Perante ao exposto, infere-se a existência da maleabilidade manifestada no mercado de trabalho que se verifica a modernização ressaltada pela tecnologia, porém acompanhada de fatores socioeconômicos precários que ilustra a carência salarial.

Em virtude dos fatos supracitados, torna-se evidente que esse entrave social requer medidas concretas. Urge, portanto, a necessidade de um projeto que fiscalize e aplique a segurança do trabalho - realizado pelo Ministério da Economia em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública - por intermédio da administração da garantia da proteção do trabalhador, com vista da elevação dos cargos existentes na rede. Não obstante, precisa-se da efetivação do fornecimento da ampliação do acesso aos mecanismos tecnológicos para sua familiarização com o novo mercado de trabalho, por intermédio de investimentos no setor indicado. Com os feitos apresentados, a questão deixará de ser pertinente no Brasil hodierno.