A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
A uberização do trabalho se tornou uma saída para o quadro que se encontra o país com cerca de 13 milhões de pessoas desempregadas, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Com um cenário pessimista para os empregos formais, as pessoas buscam alternativas de trabalho, seja para garantir alguma forma de sustento ou complementar a renda.
O aumento na automação e na inteligência artificial cuida das tarefas repetitivas, que exigem o esforço de uma grande equipe de trabalho. Isso faz com que aumente uma demanda por um novo tipo de trabalho, onde as próprias pessoas definem sua rotina, com autonomia nas tarefas e a possibilidade de optar por quando querem trabalhar. Cada pessoa se torna seu próprio empresário e gestor.
Mesmo que o modelo, de certa forma, traga uma precarização do trabalho devido principalmente à falta de regulamentação, a uberização é positiva para o trabalhador e para a economia do país, pois é uma possibilidade a mais de gerar renda. Há uma demanda de pessoas que estão sem poder trabalhar e que usam esses serviços como fonte de renda principal.
A regulamentação é necessária e precisa vir o mais rápido possível, porém deve ser bastante ponderada para que não acabe com esta nova modalidade de serviço. Cabe ao Poder Legislativo realizar um projeto de lei de regulamentação dos serviços prestados via plataformas digitas. Desse modo, aderindo parte dos direitos trabalhistas a fim de garantir um suporte ao trabalhador e por fim equiparar os lucros obtidos e as oportunidades de serviços entre homens e mulheres.