A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
A uberização do trabalho se refere ao trabalho informal cuja sua flexibilidade em relação a sua jornada e tempo de trabalho possibilita uma certa autonomia para seus profissionais. Entretanto, há uma forte crítica entorno da precarização gerada por esse trabalho, uma vez que seus trabalhadores não tem seus direitos e garantias básicas abonados. Portanto, é necessário um debate acerca desse tema.
No Brasil, a uberização surgiu em um cenário pessimista sobre as possibilidades de emprego formal, e por isso, houve e ainda há um crescimento no número de pessoas desempregadas que buscam diferentes alternativas de trabalho para garantirem seu sustento, além do crescente número de pessoas que utilizam a empresa Uber como uma segunda fonte de renda, trabalhando assim para complementar esta. Ademais, vale ressaltar que esse crescente número de funcionários implica no aumento do trânsito urbano, com uma superlotação de carros nas ruas.
Entretanto, a precarização gerada por esse modelo de trabalho se mostra como uma grande exploração da mão-de-obra que está por trás dessa recente prestação de serviços. Buscando um maior salário, os funcionários se submetem a longas jornadas de trabalho, arcam com os custos relacionados à manutenção do transporte e ainda assim ficam desamparados pela legislação, uma vez que licenças, salários mínimos não são garantidos e nem supervisionados pela CLT- Consolidação das Leis de Trabalho.
Portanto, cabe ao Poder Legislativo criar um projeto, reservado por lei, para regulamentar os serviços prestados nessa plataforma digital através de regras e multas para aqueles que não cumprirem com requerimentos que já deveriam ser garantidos aos seus trabalhadores.