A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
No filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, o cenário é a chegada dos robôs nas fábricas o que causa ondas de desemprego, assim, deixando o pai do personagem principal sem emprego e sem uma fonte de renda para a família. Esse cenário fez com que o homem buscasse uma nova fonte de renda. Com a chegada das máquinas era necessário alguém que soubesse fazer a manutenção delas, ou seja uma nova área de trabalho a se explorar, a tecnologia resolve um problema mas outro surge como uma oportunidade a alguns. Fora da ficção, no século XXI, o avanço tecnológico é continuo, e novas áreas de trabalho surgem todos os anos. A “uberização” é um exemplo de como a tecnologia avança e reflete no mercado de trabalho.
O Uber é um aplicativo de mobilidade, onde quem deseja trabalhar como motorista no aplicativo deve se cadastrar on-line e seguir as normas. Nele, há uma total autonomia do funcionário, este podendo escolher horários, lugares, dias e outros métodos de trabalho de sua preferência, a tendência é de que outros mercados adotem isso. O mundo avança seguindo as ideias propostas por Max Weber, que dizia que o indivíduo é o único capaz de modificar sua realidade. Porém, se a sociedade não for preparada para ser autônoma haverão problemas no futuro, ligados a dívidas e esgotamento mental.
Há alguns problemas nessa autonomia, tais como: não possuir aposentadoria, normas de hora extra, férias pagas e outros direitos que um trabalho de carteira assinada garante. Esse método novo de trabalho depende completamente de uma organização financeira e de horário do funcionário. Caso esse funcionário não for ensinado a possuir reservas de dinheiro, esse não terá férias e aposentadoria, e podendo entrar em dívidas caso não atinja o salário necessário para seu estilo de vida. A nova geração deve ser instruída a ser autônoma.
Portanto, o governo em parceria com o Ministério da Educação, deve reinvestir impostos em palestras, campanhas e aulas ensinando jovens e adolescentes a controlar finanças. Assim, os jovens chegarão ao mercado de trabalho prontos e maduros o suficiente para lidar com o dinheiro, não sofrendo grandes impactos caso ganhem total autonomia em seu trabalho. Investir na educação é o melhor caminho para um futuro mais justo a todos, assim a liberdade será algo bom e não um medo.