A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
O conhecimento tecnológico tem aumentado ao longo do tempo, englobando vários componentes da vida dos seres humanos, incluindo o trabalho. A utilização da tecnologia como fonte de empregos aumentou o número de funcionários vinculados aos meios tecnológicos e diminuiu a quantidade de empregos terceirizados. Portanto as pessoas as quais não possuem condições financeiras para dispor de materiais digitais é desfavorecida, perdendo oportunidades de empregos.
Segundo as palavras de Barão de Mauá, um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento industrial do Brasil no período do império, “O trabalho dignifica o homem”, afirmando que é por meio do trabalho que uma pessoa constitui sua identidade enquanto sujeito no mundo. Sendo assim, conclui-se que o trabalho é importante para todos, inclusive para os trabalhadores terceirizados que são desvalorizados atualmente devido ao uso da tecnologia como principal fonte de negócios.
Diante algumas pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 22% dos trabalhadores formais hodiernamente são terceirizados. Diante disso, a falta de empregos para tais cargos vai ser intensificada com a intensa “uberização” do trabalho, promovendo os trabalhos online e amplificando o número de vagas de trabalho para tal área tecnológica e diminuindo a necessidade de mão de obra, diminuindo os empregos de pessoas menos favorecidas que trabalham de maneira terceirizada por falta de condições financeiras.
Mediante dos fatos apresentados, o encurtamento da distância entre a oferta e demanda é feita de maneira errônea por prejudicar uma classe de trabalhadores. Portanto, o Ministério da Economia junto à Secretaria de Trabalho devem promover os empregos de ambas as classes trabalhistas a partir da formulação de leis trabalhistas que visam o bem estar de todos os trabalhadores, a fim de que todos tenham oportunidades de emprego e consequentemente melhoraria a condição de vida de trabalhadores terceirizados que não possuem uma renda elevada.