A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 25/11/2020

O inventor e magnata americano Steve Jobs afirmava “A tecnologia move o mundo”. Analisando seu pensamento e assimilando a realidade do trabalho, nota-se uma abertura de profissões e de formas de trabalho a partir da uberização, porém percebe-se uma precarização do trabalho.

A uberização deu abertura ao modelo “home office” que é adaptação do escritório em casa. Nesse sentido, aumentou a flexibilidade e com isso influencia positivamente na produtividade, segundo Michele Miller a flexibilidade é fundamental para a resolução dos nossos problemas. Além disso, trabalhar em casa proporciona comodidade e praticidade, redução de despesas e aumento de lucro. Por outro lado, trabalhos em aplicativo  (app) por mais que permitam a abertura de novas portas aos desempregados também individualizam a produção, com o auxilio de um app certamente a pessoa dependera menos de outra para ajudar no serviço, excluindo de sua rotina relações de trabalho.

Com a abertura da nova era tecnológica obviamente surge novas profissões e desaparecem outras, ou pode reinventar aquelas que estão praticamente esquecidas. Por um lado, as desigualdades de gênero enfrentada no “mundo real” deslocam-se para esse modelo de serviço, assédios, desigualdade no ganho e desvalorização do trabalho, no gênero feminino são enfrentados frequentemente.

Apesar da uberização do trabalho apresentar benefícios a produção e rendimento do produto apresenta falhas como o controle da pratica do cargo, ou seja tempo limite de trabalho, e a abertura de novos comércios reflete na exclusão de outros e continua apresentando desigualdade de gênero entre uma mesma profissão. Por isso, é necessário que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), responsável pela defesa e cobrança dos direitos do trabalhador, fiscalize essas questões e cobrem devidamente da empresa seja virtual ou real, todas as exigências.