A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?
Enviada em 25/11/2020
Desde a Primeira Revolução Industrial ficou marcado na história a precarização da mão de obra e a falta de direitos trabalhistas que foram alcançados muitos anos depois. Tangente a isso, na atual Quarta Revolução Industrial, a fluidez/uberização das relações de trabalho tanto se intensificou ao ponto de se tornar um problema. No contexto em que, a era tecnológica, transformou o proletariado (novamente) em substituível.
Em primeira análise, vale destacar o fato de que somente no Estado novo - governo de Getúlio Vargas - os direitos trabalhistas foram concedidos no Brasil. Tardios, quando chegaram, tampouco mudaram as relações de trabalho, uma vez que com a globalização e a nova dinâmica de mercado se tornaram ultrapassados. Essa nova mudança, que infere a terceirização do trabalho acarreta consigo toda uma nova forma de adaptação e revisão da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).
Similarmente, se apresenta a Luta de Classes expostas pelo Filósofo Alemão Karl Max, o qual deixa explícito que os operários sempre estarão em conflito com os proprietários. Na analise direta dessa retórica, fica evidente a relação em que as grandes empresas sempre procuram explorar ao máximo o trabalhador e aumentar cada vez mais sua margem de lucro e influência. Enquanto a classe operária para evitar essa subordinação deve lutar pelo seus direitos se unindo contra as grandes corporações.
Em virtude dos fatos mencionados, é imprescindível, para que se efetive a luta contra a precarização do trabalho, que o Estado utilize do seu poder Legislativo para efetivar amplas mudanças nas leis de trabalho que possibilitem a regulamentação das novas relações de mercado, garantindo assim a proteção do proletariado e suas devidas remunerações no exercício de sua função como: aposentadoria, folgas, férias e planos de saúde.