A "uberização" do trabalho na era tecnológica: precarização ou liberdade?

Enviada em 25/11/2020

A revolução tecnológica em que vivemos trouxe com sigo além das melhorias nas áreas básicas da sociedade como saúde, educação, defesa, etc., trouxe também mais tempo e liberdade ao trabalhador. Com a visão ser um trabalhador autônomo, sem um chefe ou mesmo sem um quadro de afazeres e horários, é bem sedutor, contudo sem tem um grande risco neste tipo de trabalho.

Atualmente o Brasil registrou um recorde no numero de desempregados grandemente influenciado pela pandemia onde com medidas de quarentena muitos trabalhadores foram demitidos e as plataformas de entregas e serviços de transporte como a Uber foram grandes aliados desses trabalhadores que encontraram ali uma oportunidade de trabalho e vendo uma opção para se manterem visto os benefícios que possui como “parceiro” e não empregado da empresa.

Contudo, essas empresas de serviço por aplicativo normalmente não estabelecem um vinculo de assistência ao “parceiro” como chamam, como vemos no caso de julho de 2019 onde um motorista da plataforma Rappi faleceu aos 33 anos durante uma entrega e empresa não demonstrou nenhuma assistência ou reconhecimento do acontecimento. Sendo a empresa não responsável por nada que ocorra com o trabalhador sendo apenas uma plataforma para que o mesmo possa usar para se manter no mercado.

Sendo assim é mister que a sociedade cobre as empresas de serviço por aplicativo a estabelecer um vinculo de assistência ao empregado, por meio de petições e cobranças além dos próprios trabalhadores se manifestarem a favor. Já o governo deve investir em parcerias publico-privadas para diminuir a burocracia envolvendo a operação destes serviços, além de estipular vias e benefícios para o surgimento de novos serviços levando a queda no desemprego e alta no desenvolvimento tecnológico já que serviços que estão barrados pelo governo poderão adicionar um avanço nos serviços de atendimento a população e o maior numero de empregos.